segunda-feira, 5 de setembro de 2016

NOSSA REVOLUÇÃO !!!

Minha opinião sobre a confusão. Por Antônio Nogueira

 senado confusão
Eu sou filho de Francisco Nogueira, um homem atualizado e inteligente sobre o assunto da política. Mesmo não sabendo muito sobre essas coisas, assim como meus amigos, eu tenho uma opinião, sendo filho de um jornalista experiente como o meu pai.
Primeiro: eu tive a ideia de escrever um artigo por causa da aula de história de hoje (01/09), em que discutimos sobre o impeachment da Dilma com o professor perguntando “qual a opinião de cada um de vocês? Foi justo ou injusto?”.
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Ele perguntou a um por um, e eu falei que o afastamento da justamente eleita presidenta era uma injustiça desse jeito: “Se colocassem numa sala todos os políticos e escolhessem um para ser afastado, incluindo Temer e Cunha, escolheriam a Dilma”.Depois achei que seria legal falar isso no DCM e perguntei para o meu pai se eu podia escrever um artigo. Ele disse: “Sim”.
“Por que escolheriam ela?” você pergunta, e bom, eu não sei. Se perguntássemos para a própria pessoa que fizesse a escolha, ela não iria saber também.
Depois de um bom tempo do professor questionando os alunos, percebi que, mesmo quase todos sendo de direita, metade da classe achou justo e a outra não (pelo menos alguns têm bom senso).
Segundo: eu achei injusto o impeachment porque nem sabem direito se ela cometeu algum crime e mesmo assim ela foi tirada. Nem todos pensavam que ela fez algo, mas, mesmo assim, queriam ela fora por algum motivo misterioso. Talvez porque ela seja uma mulher? Ou outra coisa?
Na saída da escola, antes do perueiro que me leva pra casa chegar, eu perguntei a dois estudantes: “Você prefere Temer ou Dilma?”
Sem pensar antes de falar, os dois disseram a mesma coisa, sendo “Temer”. Foi nessa hora que eu pensei: esse mundo vai acabar logo logo.
Ontem (31/08), na semana diferenciada da escola, quando temos atividades em vez de aulas, as pessoas do grêmio desclassificaram dois alunos do Show de Talentos por, adivinha, outro motivo misterioso. Assim percebi que isso não é só na política e a confusão dentro dela, é em todo o lugar: escolas, casas, empregos e amizades.
Agora, quer saber sobre o título do artigo? A opinião de uma criança de 12 anos sobre a confusão da política? Imagine um mundo sem aqueles políticos que são corruptos. Será que a corrupção nos dá dinheiro? Ou nos deixa pobres?
O mundo seria melhor ou pior? Eu sempre me perguntei se a corrupção ajuda ou atrapalha e se atrapalha outros ou ajuda outros. Essa resposta nunca será respondida, ou talvez bem no futuro vamos saber, que é quando a corrupção desaparecerá da face da Terra.
Muitas pessoas são más, fazendo somente o que é bom para elas e não pensando nos outros, fazendo o mal a pessoas boas como a Dilma, que não é corrupta como outros.
Penso que temos que ensinar o bem aos maus, faze-los entender que outras pessoas importam. E, ao fazer isso, *PUF!*, sumiu a corrupção.

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Antônio Beznos Nogueira
Sobre o Autor
Antônio é jogador profissional de Minecraft, criador de mundos e bom aluno

NOSSA REVOLUÇÃO !!!

Criança segura cartaz durante ato contra Michel Temer.

NOSSA REVOLUÇÃO !!!

Manifestante brinca com frase de Temer de que protestos desta semana eram "40 pessoas quebrando carros"

Liberdade, Liberdade...abre as asas sobre nós !!!

   Além do fato do impeachment acontecer enquanto Golpe de Estado sem qualquer relação com combate à corrupção, utilizando-se como pretexto uma tecnicalidade contábil com distorções de entendimento, as pessoas não entendem que o núcleo duro da corrupção durante os governos do PT era composto pelo PMDB secundado pelo PP e siglas menores. Integrantes do PT se locupletaram, mas os esquemas estavam todos postos e sob controle daqueles que sempre se serviram do Estado para enriquecer, como o Senador Delcídio, que integrava os quadros do PSDB e da Petrobras durante o governo de FHC, mas se bandeou para o PT coma única finalidade de manter intactos os esquemas tucanos dentro da companhia, já contando com os agregados de sempre do PMDB, PP e demais siglas menores.
   Depondo Dilma, agora é sopa no mel. Agrega-se o PSDB nos esquemas que vigoraram até 2002, retomando-se o assalto ao Estado que até então vigorou, e que depois de 2002 ficou mais restrito, mas ainda atuante nas mãos do PMDB, com participações.
   Ou superamos essa gente que rouba o país impunemente há centenas de anos, ou seremos sempre um país de bananas: bananas ouro no poder, bananas d'água fora dele.

Marcos Nunes

NOSSA REVOLUÇÃO !!!

Povo na rua é um perigo, seu Temer. Por José Cássio

Jaqueline e Karen 
O público que foi à Paulista protestar contra Michel Temer não deixa dúvida: o presidente não terá dias tranquilos nesta sua  passagem pelo Palácio do Planalto.
Formado basicamente por jovens, bonitos e bem instruídos, eles querem a saída imediata de Temer e a convocação de eleições diretas “para ontem”.
É o caso do publicitário André Fernandes, que protestava junto com as amigas Cora Rodrigues e Marcela Marraton.
“Não reconhecemos Temer como presidente do país”, disse André. “A única saída é a convocação de novas eleições”.
Os três amigos aderiram aos protestos porque acreditam que o povo na rua é o melhor instrumento de transformação. Começaram nas passeatas de junho de 2013, mas abandonaram quando perceberam que o movimento havia caído nas mãos de grupos de direita.
André, Cora e Marcela votaram em Luciana Genro no primeiro turno, em 2014, e no segundo em Dilma. Moradores da região da avenida Paulista, estão dispostos a engrossar as manifestações até verem Temer fora do poder.
Jaqueline Novaes e a prima Karen de Souza improvisaram uma máscara cirúrgica com o adesivo #ForaTemer.
“Ficamos com raiva quando, nas Olimpíadas, ele tentou calar os brasileiros”, disse Jaqueline. “Não aceitamos um governo golpista e usurpador”, continuou Karen.
Ambas também defendem eleições gerais e dizem que, hoje, votariam em Lula. “É a garantia de que não vão retirar os direitos sociais”, afirmou Jaqueline.
André Fernandes e amigas
O metalúrgico Pedro Santino veio de Sumaré com a mulher, a mãe e a filha, Nina, de oito meses.
“O que está se organizando é um golpe aos direitos dos trabalhadores”, disse Pedro. “Não é possível que os brasileiros aceitem tamanho retrocesso”.
Pergunto se não teme pela integridade física da pequena Nina, num ambiente tão caótico.
“É preciso coragem para enfrentar”, disse Pedro. “Hoje eles coíbem uma manifestação, amanhã pode ser outra coisa. Não tenho dúvidas de que, se não enfrentarmos com firmeza o governo golpista, as coisas tendem a piorar e podemos caminhar para uma ditadura”.
No Largo da Batata, quatro ex-colegas do colégio Guaraci Silveira, Luiz Henrique, Mariana Oliveira, Giovana Menezes, e Caique Cauê, diziam estar dispostos a engrossar as manifestações até alcançarem o que desejam.
“Vamos até o fim: Temer fora da presidência e eleições diretas já”, comentou Luiz Henrique.
A próxima manifestação já tem dada agendada: será no final da tarde de quinta-feira, dia 8, no Largo da Batata.
Em junho de 2013 também foi assim. O movimento começou tímido e foi crescendo até varrer o país e mudar para sempre a história dos grandes protestos políticos.
Os líderes de direita acampados na porta da Fiesp, na Paulista, e que batalham pelo fim da corrupção, também não engolem Temer e seu séquito de enrolados na Justiça.
Há quem diga que estão ávidos para engrossar o coro dos descontentes.
Temer que se cuide. Não demora e a casa cai pra ele, pode escrever. Povo na rua é um perigo.
Pedro Santino, a mãe e a filha Nina

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Jose Cassio
Sobre o Autor
JC é jornalista com formação política pela Escola de Governo de São Paulo

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